Idoso deficiente é morto a pedradas no Rio

O deficiente mental João Werneck Peixoto, de 60 anos, foi morto ontem cedo a pedradas, na zona oeste do Rio. Ele foi atacado por três jovens com golpes de paralelepípedos e pedras. Um dos assassinos foi preso e confessou o crime. Ontem, a polícia também prendeu um menino de 13 anos suspeito de ter ateado fogo em Maurício Neves da Silva, da mesma idade, quando dormia na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana, na madrugada de sábado.

Peixoto estava na esquina das ruas Manaus e Olinda, em Realengo, e foi surpreendido pelo ataque dos rapazes. A polícia conseguiu prender Rafael Alves Pereira, de 20 anos, que tentou justificar o assassinato, alegando que a vítima praticava pequenos furtos na região. A versão não convenceu os policiais, que investigam o caso. Eles acreditam que os rapazes agiram por vandalismo. A polícia procura outros dois jovens, identificados apenas como Charles e Rodrigo, acusados por Pereira de terem participado do crime.

Menino

Seguranças que socorreram Maurício Neves da Silva reconheceram o garoto conhecido como Fielzinho como o autor do ataque ao menino de rua. Ele foi preso numa unidade da Fundação para Infância e Adolescência, para onde havia sido levado depois do crime.

Maurício teve 40% do corpo atingido – pescoço, tórax, rosto, costas, braços e mãos ficaram queimados. Ele está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Miguel Couto, mas não precisa de auxílio de aparelhos para respirar. Ontem, policiais estiveram no hospital para tomar seu depoimento, mas não foi possível. “Ele está muito inchado e não conseguia falar”, contou o oficial de cartório André Luigi, da 12.ª Delegacia de Polícia (Leme).

De acordo com a polícia, Fielzinho e Maurício convivem há cerca de um ano no mesmo grupo de meninos de rua. Fielzinho teria incendiado o amigo, acusando-o de delator. O garoto nega a autoria do crime, mas dá versões desencontradas para o episódio.

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