Brasília (AE) – Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas reclamaram ontem da decisão do presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), de marcar os depoimentos dos petistas envolvidos no escândalo do dossiê contra os tucanos para depois do segundo turno das eleições. Biscaia, que tem a prerrogativa de marcar a data dos testemunhos como presidente da CPMI, agendou para o dia 31, dois dias depois das eleições, a vinda de três petistas à comissão: o advogado Gedimar Passos, o empresário Valdebran Padilha e o churrasqueiro Jorge Lorenzetti. ?Estranhamente, não vamos ter reunião da CPI na semana que vem?, disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). ?Do ponto de vista político, era interessante marcar os depoimentos dos envolvidos com o dossiê o mais rápido possível. Mas, do ponto de vista da investigação, creio que não é possível a CPI chegar à frente da Polícia Federal (PF)?, observou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ).

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