Um grupo de trabalho formado por Brasil, Chile, França, Espanha, em conjunto com as Nações Unidas, apresentou, em setembro do ano passado, um relatório com sugestões de mecanismos capazes de reunir recursos financeiros para promover o desenvolvimento dos países mais pobres e combater a fome no mundo.
Na época, o discurso do embaixador brasileiro Ronaldo Sardenberg dividiu as iniciativas do relatório em três tipos: mecanismos vinculantes, contribuições voluntárias e instrumentos de coordenação política. Ao final do encontro, 107 líderes mundiais assinaram a Declaração de Combate à Fome.
Entre os principais mecanismos, o grupo propôs a taxação de transações financeiras e do comércio de armas, a criação do Mecanismo Financeiro Internacional (que se baseia no lançamento de títulos), o controle de evasão de divisas para paraísos fiscais e contribuições voluntárias em cartão de crédito.