A Toyota fez uma verdadeira revolução ao desenvolver a nova Hilux, que ganhou o conforto de carro e a robustez de um Bandeirante. O efeito prático para o consumidor foi que a Hilux passou a atender os compradores que querem uma picape com jeitão de sedã ou de monovolume familiar porque vai usar o veículo quase que somente dentro da cidade. A começar pelo seu ?design? externo.
Suas formas são mais aerodinâmicas (o coeficiente de arrasto aerodinâmico, o Cx, é de 0,37) e as linhas proporcionam uma mistura de sofisticação e esportividade. Na frente, destacam-se os enormes faróis halógenos e a grade cromada com o símbolo da marca no centro. Olhando-a de perfil, chamam a atenção as molduras dos pára-lamas, o tamanho das portas (maiores, elas facilitam o acesso) e a linha de cintura mais alta.
A traseira tem como destaque apenas a luz de freio incorporada na caçamba, o que a deixa mais eficiente (mais próxima do olhar do motorista que segue atrás). Mas falta um item muito importante: o protetor de cabine (disponível como opcional apenas na versão com cabine simples), que evita que objetos transportados possam invadir o interior em uma batida ou frenagem mais forte.
O acesso ao interior é facilitado pelo bom tamanho das portas e pelos estribos. Quem entra na frente ainda dispões de uma alça na coluna dianteira. Por dentro, percebe-se logo que todos os ocupantes desfrutam de um bom espaço, ao contrário da maioria das outras picapes. Destaque para o bom espaço para as pernas de quem viaja no banco traseiro. Além disso, o assento pode ser rebatido para levar pequenos objetos embaixo.
Mas não é só o espaço que lembra um carro de passeio. O painel tem desenho arrojado. A coluna de direção e o banco do motorista são reguláveis em altura. E o freio de estacionamento é de mão (e não de pé, como nos outros modelos).
O pacote de segurança também não fica devendo nada aos que existem nos sedãs, incluindo freios ABS nas quatro rodas e ?air bag? duplo. Mas deixa de fora o apoio de cabeça e o cinto de três pontos para quem senta no meio do banco traseiro. Os ruídos no habitáculo são poucos, inclusive quando o carro trafega sobre paralelepípedo, terra e asfalto ruim. Sua direção apresentou precisão na reta e em curvas. Mas o diâmetro de giro não é bom em manobras de estacionamento. (BN)
OLHO CLÍNICO
Com base em quase quatro décadas de pesquisa, desenvolvimento e testes, a Toyota criou, com a nova Hilux, um novo padrão de picape para satisfazer as necessidades de seus usuários em todo o mundo. Ou seja, atender as exigências dos usuários de picapes nos 140 países onde é comercializada, adaptando-se às exigências específicas de cada mercado.
A nova Hilux é oferecida em 10 versões (Brasil), com dois tipos de tração (4×2 e 4×4) e dois tipos de carroçarias (cabine simples e cabine dupla). As versões ?standard?, disponíveis com cabine simples e dupla, são ideais para pessoas que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho. As versões SR cabine dupla são para usuários que dão ao veículo uso multifuncional. E a versão SR ?top? de linha (cabine dupla), é destinada ao uso pessoal e recreativo.
O grande trunfo da Hilux é o motor diesel 3.0 (D4-D), de 163 cv, que adota o avançado sistema ?common rail? de injeção direta de diesel e o turbo de geometria variável. Além de ser ecológico oferece bom torque em baixas rotações (a partir de 1.400 rpm), proporcionando boas arrancadas e retomadas de velocidade, garantindo ultrapassagens seguras. É silencioso (se comparado com os outros), e econômico.
A suspensão, que é independente na frente, conseguiu reduzir um pouco o desconforto, quando a picape está vazia. Carregada, parece carro de passeio. A qualidade do engate de marchas é boa para esse tipo de veículo, com precisão satisfatória. O curso da alavanca é longo. A embreagem é macia, mas o curso morto do pedal é grande. Na caçamba, com capacidade para 450 kg de carga, existem quatro ganchos de fixação. O sistema de freios ABS (que atua nas quatro rodas) tem boa sensibilidade e reações equilibradas nos dois eixos.
Sua performance é excelente para um motor a diesel 3.0 de quatro cilindros. Apresentou boa dirigibilidade na cidade e na estrada. O macaco e o ?kit? de troca (chave de roda e extensões) estão acondicionados abaixo do assento traseiro. A operação de troca de pneu é ruim, cansativa e não é limpa. Se for feita à noite, será necessária uma lanterna para achar o ponto de apoio da extremidade da extensão que ativa o sistema de basculamento do pneu (que fica abaixo do vão de carga) e, também, para abrir o cadeado antifurto. Mas, mesmo assim, a Hilux revolucionou o mercado de picapes em matéria de robustez, qualidade, conforto e estilo. (BN)
FICHA TÉCNICA
Motorização:
Motor: Toyota Diesel D-4D 3.0L 16V Turbo
Potência [cv/rpm]: 163 / 3.600
Torque [kgf.m/rpm]: 26,5 / 1.600 – 2.400
Cilindrada [cm³]: 2.494
Diâmetro x curso do pistão [mm]: 92,0 x 93,8
Taxa de compressão: 18,5:1
Alimentação: Sistema de injeção direta e eletrônica de combustível (Tipo Common Rail)
Tração: 4×2 com diferencial traseiro com deslizamento limitado (LSD)
Transmissão: Manual de 5 Velocidades
Relação diferencial (traseiro): 3,909
Suspensão:
Dianteira: Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora
Traseira: Eixo rígido, molas semi-elípticas de duplo estágio
Direção: Hidráulica – pinhão e cremalheira
Freios:
Dianteiros: Discos ventilados
Traseiros: Tambor com LSPV (válvula proporcionadora sensível a carga)
Pneus e rodas:
Pneus: 205/70 R16
Rodas: Aço estampado R16
Capacidade do tanque [l]: 80