O câmbio interrompeu nesta sexta-feira (18) cinco quedas seguidas para fechar em alta de 0,33%, a R$ 1,9585, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou a R$ 1,961, com valorização de 0,46%.

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A subida dos preços nesta sexta-feira, porém, é considerada pontual e para realização de lucros, uma vez que as cotações acumularam baixa de 2,95% na semana na BM&F. No mercado interbancário, o dólar acumula queda de 2,82%. Além disso, o risco Brasil exibe nova mínima histórica, de 141 pontos-base, o que reflete a maior confiança dos investidores no Brasil.

A moeda norte-americana manteve-se em alta de pouco mais de 0 50% em boa parte do dia, mas desacelerou à tarde acompanhando a inversão de elevação para queda dos juros futuros assim como a disparada para cima da Bovespa.

As razões desse movimento dos ativos, segundo operadores, seriam a melhora do humor nos ativos externos e também as declarações do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, de "que se o câmbio muda entre duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), influencia projeções". A frase foi interpretada pelos investidores como sinal da disposição da autoridade monetária em acelerar os cortes da Selic.

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Ainda ajudaram no avanço do dólar mais cedo as mudanças ocorridas na China, que ampliou a banda de flutuação do yuan. Também ajudaram a dar sustentação as recentes atuações pesadas do Banco Central, que ontem comprou cerca de US$ 1 bilhão. Hoje, o BC voltou a comprar dólar no mercado à vista.