A Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, indeferiu o pedido de reconsideração do deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e manteve a classificação indicativa do filme “Ted” como “não recomendado para menores de 16 anos”. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Segundo o despacho, “a atual classificação conferida ao filme “Ted’ faz advertência sobre a presença de conteúdos sexuais, drogas e linguagem imprópria”, e “tais conteúdos têm impacto minimizado por contexto cômico, fantasioso e não conrrespondência com a realidade”.
Dessa forma, a classificação indicativa atribuída pelo setor técnico do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação como “não recomendado para menores de 16 anos” por conter drogas, conteúdo sexual e linguagem imprópria foi mantida.
No filme, dirigido por Seth MacFarlane, o ursinho de pelúcia de um garoto ganha vida e os dois se tornam amigos, crescendo juntos.
Após levar o filho de 11 anos para assistir à comédia, Protógenes primeiro defendeu sua retirada de circulação. Depois, recuou e disse que tentaria apenas alterar a classificação indicativa do longa.
Segundo o deputado, o nome, as ilustrações e imagens apresentadas nas propagandas do longa levam as crianças a pensar que se trata de um filme infantil.
“Ursinho que cheira cocaína, fuma maconha, participa de orgias, não trabalha, não estuda, não é apropriado para adolescentes”, disse ele.
Os filmes com classificações abaixo de 18 anos podem ser assistidos por crianças de qualquer idade, desde que elas estejam acompanhadas dos pais.
