Baryshnikov inicia turnê que pode ser a última

Aos 62 anos, Mikhail Baryshnikov vive um momento derradeiro. A partir de hoje, quando apresenta no Teatro Alfa, em São Paulo, o espetáculo “Três Solos e Um Dueto” ao lado da bailarina espanhola Ana Laguna, ele inicia a que deverá ser sua última turnê sul-americana. “A julgar pela minha idade, não pretendo voltar mais com um programa tão intenso”, disse ele em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, enfatizando que as portas não estão fechadas. “Posso retornar com uma peça de teatro.”

A multiplicidade artística marca o atual momento de um dos últimos ícones do balé moderno em atividade. Afinal, ele é também fotógrafo, ator e comandante de seu projeto maior, o Baryshnikov Arts Centre, dinâmica instituição interdisciplinar instalada em Nova York. “Gosto de estar lá todos os dias”, comenta, só faltando quando é arrebatado por um projeto como o que divide com Ana e que, além de São Paulo, vai ser apresentado ainda no Rio, Manaus, Buenos Aires e Lima.

Criado pelo marido da bailarina, o sueco Mats Ek, trata-se de dança teatral, pois apresenta um resumo da carreira dos dois dançarinos. “É abstrato, portanto, sem parecer um espetáculo apenas alegre”, disse Baryshnikov, para quem a dança tem um apelo duradouro ao oferecer um sentido de autoexpressão que transcende a linguagem.

Questionado se esta poderia ser sua última longa turnê, ele disse que sim. “Excursões como essa são muito complicadas e tenho outros projetos em mente. Quero cuidar de meu centro de artes, estudo o projeto de uma peça teatral na Europa e devo participar de uma nova coreografia de Mats Ek, no qual devo dançar um dueto com o irmão dele, Niklas. Enfim, não quero ficar parado”.

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