São Paulo chega do México e torcedores invadem aeroporto

São Paulo – Herói da vitória por 1 a 0 diante do Chivas, na quarta-feira, Rogério Ceni foi recepcionado no Aeroporto Internacional de Guarulhos em clima de histeria. Segundo estimativas da PM, cerca de 250 torcedores esperavam pelo goleiro e por toda a delegação são-paulina. ?Só foi pior quando eles foram e voltaram do Japão (em dezembro do ano passado)?, comentou um PM. E parecia mesmo a euforia da conquista de um título, tamanha a festa, e não a comemoração por uma vitória na semifinal.

A delegação tricolor chegou ao Brasil com quase quatro horas de atraso – o desembarque, previsto para às 12h05, ocorreu apenas após às 16h. Alguns jogadores, como Alex Silva, Thiago e Fabão, preferiram driblar o tumulto e saíram por uma porta lateral da área de desembarque. Mas Rogério, que chegou à marca de 10 gols e tornou-se o maior artilheiro do São Paulo na disputa, junto com Muller, Palhinha e Pedro Rocha, preferiu ser aclamado por sua torcida que, aos gritos, o acompanhou até a porta do ônibus do clube.

?O são-paulino tem a felicidade de torcer para o único brasileiro tricampeão do mundo. Então ele comparece, gosta, incentiva, sofre e chora?, avaliou, tentando conter a euforia. ?A final ainda está longe. Faltam 90 minutos com uma equipe que joga muito bem fora de casa. Mas tenho certeza que teremos 70 mil vozes incentivando a gente para chegar em uma decisão de Libertadores?, disse o goleiro.

Helicóptero

Rogério Ceni, porém, tomou uma decisão inusitada depois de entrar no veículo que levaria os jogadores ao CT da Barra Funda. O ônibus manobrou, estacionou perto da porta de saída do saguão e Rogério, escoltado por seguranças e PMs, desceu no meio da multidão para entrar em uma viatura.

De acordo com o site oficial do clube, um torcedor são-paulino, dono de uma empresa de helicópteros, cedeu uma aeronave personalizada com as cores do time para que Rogério e dirigentes fossem levados até o Morumbi.

Restam pouco mais de 15 mil ingressos para a partida de volta contra o Chivas, quarta-feira, no Morumbi. Até ontem, 54.582 ingressos tinham sido vendidos, de uma carga de 70.057.

Reservas

Assim como aconteceu na vitória sobre a Ponte Preta, o técnico Muricy Ramalho deverá escalar vários reservas no clássico contra o Santos, domingo, no Morumbi, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O tricolor defende a liderança da competição, onde tem quatro pontos de vantagem sobre Cruzeiro e Internacional.

Fenerbahçe quer Lugano

São Paulo – A torcida pediu, aos gritos: ?Fica Lugano!?. Mas será muito difícil a permanência do uruguaio após o término da Libertadores. O São Paulo admite que o Fenerbahçe, agora dirigido por Zico, quer contratar o jogador. ?Há um interesse do clube, mas a negociação vai depender muito do jogador?, afirmou ontem o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes.

O zagueiro não comenta sobre possíveis negociações. ?Respeito a minha torcida e meus companheiros. Não vou falar disso até acabar a Libertadores.?

O contrato de jogador, de 25 anos, termina em abril de 2007. A multa rescisória para sua liberação é estimada em US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 17 milhões).

Peixe reconhece força tricolor

Santos – O Santos vai usar a determinação de seus jogadores para equilibrar e tentar ganhar o clássico contra o São Paulo, domingo, às 16h, no Morumbi, pelo Brasileirão. A vitória tricolor no México, diante do Chivas, deixou os santistas mais apreensivos. A informação de que Muricy Ramalho está em dúvida entre escalar titulares ou reservas também é tema de discussão entre os santistas no CT Rei Pelé. Mesmo considerando que os titulares estão jogando juntos há tempo e, por isso, estão mais entrosados, o centroavante Fabiano torce para que eles sejam os escalados no domingo. ?Se jogar o time reserva, os jogadores vão querer mostrar serviço e acabará sendo mais difícil para nós. Acho que é vantagem enfrentar os titulares porque eles estão cansados da viagem ao México e do jogo contra o Chivas?, analisou o centroavante. ?Se bem que, de qualquer maneira, o São Paulo é muito difícil.?

O chileno Maldonado, que usou o São Paulo, em 2000, como porta de entrada no futebol brasileiro – foi campeão paulista exatamente contra o Santos -, procurou não se exceder nos elogios ao adversário. Mesmo assim, disse que, ?de todos os clubes brasileiros, é o que tem o melhor elenco e, além disso, tem dois times que quase se equivalem?.

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