A Fifa anunciou, ontem, que o lateral do Real Madrid e da seleção brasileira, Roberto Carlos, está suspenso por três jogos por causa da agressão que cometeu contra o árbitro Alon Yefet, durante a partida realizada entre o Brasil e a seleção de Portugal, no dia 29 de março, na cidade do Porto.
A suspensão de três partidas é válida apenas para os jogos da seleção, e não para os encontros do Real Madrid. A decisão deixou aliviados os torcedores do time espanhol, que contam com Roberto Carlos para a segunda partida das semifinais da Liga dos Campeões, que ocorre na próxima quarta-feira contra a Juventus de Turim.
O Comitê de Disciplina da entidade máxima do futebol já havia dado um parecer provisório sobre o comportamento de Roberto Carlos durante a partida e sua atitude foi julgada como uma agressão. O lateral apelou contra a decisão, mas a Fifa manteve a suspensão provisória. Como o lateral já ficou de fora da partida entre o Brasil e o México, no dia 30 de abril, a pena imposta ontem pela Fifa será válida para apenas outros dois jogos da seleção.
O jogador terá três dias para pedir uma revisão do julgamento e a assessoria de Roberto Carlos já afirmou que irá apelar. Na Europa, porém, a pena dada ao lateral foi considerada branda pelos jornalistas esportivos. Alguns lembram que, em casos semelhantes, a Fifa optou por punições muito mais duras.
Em 2002, o meio de campo português, João Pinto, agrediu um árbitro e acabou suspenso por quatro meses. Outro português, Abel Xavier, ficou fora do futebol por nove meses depois de atacar um assistente.
