Pizzonia não gostava de corridas

Um dos dois brasileiros que estréiam na F-1 neste fim de semana em Melbourne não gostava de corridas. Como a maioria dos garotos de sua idade, se ligava mesmo em futebol e jamais pensou em ser piloto. Pelo menos até os nove anos, idade em que, hoje, a maioria dos moleques que pretendem correr na vida já está acelerando um kart.

E foi um kart que colocou o automobilismo na vida de Antonio Pizzonia. Dado de presente por um amigo de seu pai, o carrinho ficou parado um ano na garagem. Antonio, claro, queria pelo menos experimentar. Mas só teria a chance se tirasse notas boas na escola.

O pequeno Antonio não decepcionou. “Era só nove e dez no boletim”, conta Antonio Reginaldo Pizzonia, o pai, que há 27 anos se mudou para Manaus depois de rodar o Brasil vendendo livros. “Como eu tinha prometido, tive de deixar ele andar. Mas não queria, não gostava dessas coisas.”

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