A menos de uma semana da assembléia que decidirá seu futuro à frente da FIA, o inglês Max Mosley recebeu um duro golpe nesta quinta-feira (29). Em carta enviada à Federação Internacional de Automobilismo, 24 entidades de 22 países pediram a saída do dirigente de seu cargo à frente da instituição.
A carta é assinada por entidades de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Espanha. A CBA, entidade máxima do automobilismo brasileiro, também está entre as signatárias.
"Nós acreditamos piamente que a única saída respeitável para a FIA e para o senhor é começar uma transição de poder, com efeito imediato e sue comprometimento em deixar o cargo", dizem as federações na carta.
"A FIA está em situação crítica. Sua imagem, reputação e credibilidade tem sido severamente arranhadas. A cada dia a situação piora. Não há mais como solucionar isso", continuam os representantes.
Mosley reagiu imediatamente à proposta, com outra carta. O presidente da FIA considerou a idéia "a pior solução possível" e chamou a suposta crise na entidade de "uma sugestão desprovida de sentido".
A situação de Mosley no cargo é colocada em xeque desde que ele foi flagrado em uma orgia com suposta conotação nazista. Fotos e vídeos do episódio foram levados a público pelo jornal inglês News of The World, no fim de março. Uma assembléia extraordinária foi marcada para 3 de junho, a fim de decidir o futuro da entidade
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