Os jogadores já estão em férias, mas o dia promete ser agitado na Vila Capanema. A expectativa fica para o pagamento dos salários atrasados, segundo promessa feita na semana passada pelo presidente Aquilino Romani.
O dirigente não quis revelar a origem do dinheiro, mas assegurou que conseguiu levantar o montante suficiente para quitar todos os débitos com o elenco paranista.
“Não negociamos nenhum percentual de jogador, pois acredito que vários irão se destacar no próximo ano e isso representaria uma venda melhor no futuro”, disse Romani.
É o caso específico de Kelvin, que após uma projeção meteórica, passou a ser o alvo principal de uma possível transferência. O empresário Carlinhos Sabiá sondou, mas nenhuma proposta oficial chegou ao clube. “Houve conversas, mas nada foi apresentado preto no branco”, disse Romani.
Mesmo tendo somente 20% dos direitos econômicos do jogador, o Paraná Clube tem a prerrogativa de ser o detentor dos direitos federativos do atleta. “Não vamos meter os pés pelas mãos e depois ficar lamentando que outro menino saiu daqui por uma quantia irrisória”, disse Romani.
Além de Kelvin e Henrique, promovidos às pressas para o time principal quando da chegada de Roberto Cavalo, outros garotos da base devem percorrer o mesmo caminho em 2011.
“Nossa intenção é valorizar muito esses atletas fabricados em casa. Nossa comissão técnica vai analisar os meninos na Copa São Paulo, pois essa transição deve ser feita com critério”, disse o presidente.
Com a promoção de atletas da base, o clube pretende reduzir sua folha salarial e evitar uma série de contratações infrutíferas, como as realizadas na atual temporada.
Romani sabe que para tanto, o Paraná terá que dispor de um grupo minimamente competitivo. Senão, além de “queimar” promessas, o clube pode se ver forçado a mudar de planos e sair às compras de forma desesperada.
Ninguém fala, internamente, em abdicar do Estadual. Porém, todo o planejamento está sendo preparado com um foco principal: a Série B, a partir de maio.
