Para se resguardar de possíveis punições, o Coritiba entrou na Justiça e conseguiu derrubar a liminar que permitia a venda de bebidas alcoólicas no Couto Pereira.
Na sexta-feira, a empresa Futebol Total, que administra os bares e restaurantes do Alto da Glória, conseguiu uma medida cautelar liberando a venda.
No entanto, devido a ameaças da CBF, o clube resolveu agir para evitar uma nova canetada e perder pontos ou algo pior. ?Se a gente acatasse a liminar, desrespeitaria uma medida desportiva. Se não acatássemos a liminar, desrespeitaríamos a Justiça comum?, explicou Gustavo Nadalin, diretor jurídico.
Por isso, o clube resolveu agir para evitar problemas como em 1989, quando entrou na Justiça Comum. ?O Ricardo Teixeira (presidente da CBF) já tinha avisado no lançamento do Campeonato Brasileiro que a CBF não se importaria com a relação de terceiros e que iria punir o clube?, justificou. De acordo com Nadalin, a questão é controversa, mas a relação entre Coritiba e a CBF é desportiva e o clube precisa cumprir as leis e normas desportivas. ?Nos vimos obrigados a tomar essa medida. Não estamos discutindo a legalidade e como é a primeira rodada a gente não sabe o que pode acontecer?, aponta o advogado.
Ele lembra que a medida vale não só para a venda como também para o consumo de qualquer bebida alcoólica. Ou seja, também vale para os camarotes. ?Tínhamos até montado uma recepção para a diretoria do Palmeiras e tivemos que tirar as bebidas alcoólicas de lá?, revela. E para evitar problemas, o clube mobilizou os seguranças e até a Polícia Militar para fiscalizar todas as dependências do Couto, para impedir o consumo de álcool. ?Vamos fiscalizar, mas acreditamos que o torcedor coxa-branca não vá querer dar motivo para o clube ser punido?, diz.
Quem não gostou nada da decisão do clube foi a Futebol Total. ?Quem entrou contra a CBF foi a empresa, não o Coritiba. A CBF está legislando sobre um assunto em que não tem autoridade para isso?, dispara Ricardo Leme, da Futebol Total. Indignado, ele lembrou que no Beira-Rio, a venda de cerveja estava acontecendo naturalmente e por isso iria tentar reverter a medida. No entanto, a venda não pôde acontecer mesmo, mas a briga jurídica deverá continuar nos próximos dias.
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