Um grupo de 35 conselheiros do Coritiba divulgou, ontem de manhã, um manifesto contra a falta de punição aos ex-vice-presidentes André Macias e Pierre Boulos, por causa do caso do WhatsApp, quando conversas vazaram e expuseram a crise política vivida pelo clube na ocasião.
“A manifestação e a evasão ocorrida após a divulgação do resultado, demonstra bem a frustação da grande maioria dos Conselheiros. Entretanto, reiteramos nosso compromisso de continuar na defesa dos interesses da Instituição, cobrando ações maduras, éticas e responsáveis daqueles que deveriam representar e defender os interesses da grande massa verde e branca”, diz um trecho do manifesto.
O incômodo por parte dos conselheiros é que 64% dos presentes na reunião foram favoráveis à punição, mas faltaram quatro votos para que atingisse a marca de dois terços dos presentes e, assim, cumprir as condições do estatuto.
Dentre os conselheiros que assinaram o manifesto estão Omar Akel, que foi antecessor de Pierpaolo Petruzziello, na presidência do Conselho Deliberativo do Coritiba, Paulo Thomaz de Aquino, que fez parte da diretoria do ex-presidente Vilson Ribeiro de Andrade e João Jacob Mehl, que já ocupou o cargo de presidente coxa-branca. O manifesto é finalizado com algumas alfinetadas a atual diretoria comandada pelo presidente Rogério Portugal Bacellar.
“Num momento em que o Clube passa por contínuos escândalos, é importante que os sócios saibam como votam seus representantes no Conselho Deliberativo do Coritiba, pois enquanto o corporativismo e amadorismo surfarem no Alto da Glória, nosso amado COXA será cada vez MENOR”, finalizou a carta.
Renúncia
Por conta do resultado da votação, os conselheiros Airton Sozzi Júnior e Fernando Rondeau Araújo pediram seus desligamentos da Comissão Disciplinar. Em carta enviada para o Conselho Deliberativo, eles criticaram a forma como ocorreu a reunião e a votação, alegando que foram descumpridas algumas condições do estatuto do clube, quando por exemplo se definiu pelo voto aberto.
“Vimos um jogo de manipulação, orquestrado desde o início para a salvar ‘a pele’ daqueles que de alguma forma contribuíram para denegrir a imagem do Clube, amigos de outrora, companheiros de chapa”, diz um trecho.
“O que mais nos causou indignação foi quando da apuração da primeira votação quando se consignou o número de abstenções a favor dos que votaram não, isto não existe senhores é presumir a vontade daqueles que, não importa a razão, não tiveram a coragem de se posicionar”, completa a carta.
