Pensamentos proibidos que quase toda mãe já teve

Foto: Arquivo Pessoal

Sabe aquelas coisas que a gente pensa sobre ser mãe e, no segundo seguinte, já sente até vergonha do que pensou? Sabe aquelas coisas que, quando finalmente tem coragem de dividir com outra mãe, descobre que ela também sente o mesmo? Então, esses são os meus pensamentos difíceis de admitir (espero que você se identifique).

Eu não gosto de amamentar

É o melhor para o bebê? Na maioria esmagadora das vezes, sim. É lindo? Às vezes.

Eu amamentei o Bernardo até 4 meses, e a Laura já está indo para um ano, mas a verdade é que eu não gosto de amamentar. No começo, parecia que sugava todas as minhas forças. Eu me sentia a pior mãe do mundo por não gostar de algo que muitas mulheres sonham em viver.

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Mas, apesar de amar meus filhos e querer guardar para sempre o carinho e o olhar deles mamando, eu nunca consegui amar a amamentação.

Eu acho um saco cuidar de neném na fase entre seis meses e um ano

Essa fase é, de longe, a mais chata para mim. Eles começam a querer engatinhar, começa a introdução alimentar, depois começam a andar… é uma fase de muitos começos e exige uma atenção e dedicação imensas.

Muita gente fala que, depois que eles começam a andar, a gente perde o sossego, mas, para mim, quanto mais autonomia a criança tiver, melhor. Agora, não tem nada mais exaustivo do que ficar distraindo um bebê que já quer fazer as coisas e ainda não consegue.

Os trinta segundos entre acordar com o choro do bebê e chegar no berço são horríveis

Eu cuidei do bebê de uma amiga por algumas semanas quando tinha vinte e poucos anos e lembro de achar que era um tédio. Não conseguia entender a graça de cuidar de um bebê. Alimenta, troca a fralda, distrai a criança, coloca para dormir e repete isso para sempre.

Eu nunca senti essa sensação cuidando dos meus filhos. Eu amo cada momento ao lado deles. Eu me divirto (quase) o tempo todo! Mas vou te contar: para mim, o caminho da minha cama, no meio da madrugada, até pegá-los no berço é horrível! É o momento de maior preguiça e má vontade da vida.

+ Leia mais: Quando a maternidade bagunça seus planos (e isso não é um problema)

Mas quando eu os pego no berço, dou um abraço e eles param de chorar… aí cada parte do meu corpo já está cheia de amor novamente. É a magia dos nenéns.

Eu acho muito chato quem fica toda hora falando dos filhos / Eu falo dos meus filhos toda hora

É inevitável! A gente fica tão ridícula quando tem filho que, mesmo passando o dia inteiro com eles, quando eles dormem, sente saudade e fica vendo fotos.

Imagina se a gente não ia querer só uma brechinha nas conversas para falar deles? Eu sei que é chato, mas eles são a melhor parte das nossas vidas, então, por favor, tenham paciência com mães e pais que adoram falar dos filhos.

Eu vivo esquecendo de escovar os dentes do Bernardo

Que a nossa dentista amiga não leia esse texto!! Mas, gente, a gente passa meses sem se preocupar com isso – eles não têm dentes e, do nada, tem que escovar. Certo não tá, mas que atire a primeira pedra a mãe que nunca esqueceu de escovar os dentes do filho.

>>> Racionalmente falando, por que alguém decide ter filhos?

Essa parte do texto eu escrevi torcendo para alguém se identificar comigo, mas correndo o risco de ser considerada a mãe desleixada… o que nos leva ao último pensamento de hoje.

Eu achei que seria uma mãe mais cuidadosa

Quando eu pensava em como seria ter um filho, já tinha muitas certezas na minha cabeça:

  • Eu iria amar combinar roupas, laços e fitas.
  • Quando eles fossem para o chão, ninguém mais usaria sapato em casa.
  • O chão seria impecavelmente limpo.
  • Eu passaria creme neles todos os dias (não passo em mim, mas neles eu tinha certeza que passaria).
  • Eu não os mandaria para a escola tão cedo.
  • Eu seguiria 120% a introdução alimentar.
  • Eu arrumaria a lancheira com criatividade e dedicação diariamente.
  • E, claro, eu seguiria à risca tudo o que fiz com o primeiro no segundo filho.

Nada disso aconteceu. Eu costumo falar que na teoria todo mundo pode achar que é uma mãe ou pai perfeito. Na prática, a maternidade tem dias que passa por cima da gente.

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Eu não sou a mãe que eu aspirava ser. Eu cometo muitos erros, tenho preguiça e falho com frequência. Inclusive, tenho um pacotinho de jujuba no carro para quando o Bê começa a chorar e eu estou dirigindo.

Tem dias que eu deito na cama me sentindo o sucesso em forma de mãe, mas tem dia que eu me arrasto até o final do dia.

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Só queria falar que tá tudo bem às vezes não ser a mãe perfeita ou fazer só o que deu para fazer. Às vezes eu pareço plena mas é que eu tô fingindo! É humanamente impossível dar conta de tudo perfeitamente todos os dias.

Como diria minha sogra: “criança precisa de amor e limites – em excesso!”

Isso de querer ser a mãe perfeita existe só no sonho de quem não tem filhos. Na realidade de quem tem uma criança para cuidar, isso simplesmente não cabe.

E você, quais são os seus pensamentos “proibidos” sobre a maternidade?


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