As câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta uma resolução proibindo, além do uso, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização desses equipamentos.
A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com ao uso.
Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) incluiu a exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos.
O estudo indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade.
De acordo com o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, a proibição já está valendo e não haverá prazo de transição. “Não se conseguiu comprovar nenhum benefício que justificasse a manutenção no mercado de um produto que comprovadamente causa câncer”, explicou.
A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico ou odontológico. Antes da decisão da Anvisa, o tema foi discutido com a sociedade em uma consulta pública e uma audiência pública, realizadas em setembro deste ano.